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3 Erros Que Os Líderes De Adoração Não Devem Cometer

22 de abril de 2016

new-church-worship1O encontro das pessoas nas reuniões de adoração aos domingos nos traz desafios importantes.

Há uma heterogeneidade muito grande de gerações e as pessoas chegam para o local de adoração com cargas psicológicas diversas.

Como líderes de adoração precisamos encontrar meios de facilitar a adoração coletiva. Isso implica em ser um ponto de referência na condução ao mesmo tempo em que a atenção total e o foco da adoração fique centralizada em Deus ao invés de ficar na performance.

Nesta complexidade, há 3 erros que precisamos evitar:

1- Conduzir a adoração sem alinhamento com o pastor e a igreja.

É muito importante o alinhamento. Não quer dizer que você precisa elaborar um set-list temático para todas as mensagens. Mas, a teologia nos cantos e tudo que envolve esse fazer musical deve estar alinhado com a teologia da igreja e a visão que o pastor tem traçado junto à igreja.  Caminhar na mesma visão é essencial. Pergunte-se: Será que a igreja crê e deseja cantar isso?

2- Você nunca interage com a congregação quando está fora do “palco”.

Não é muito incomum pessoas que tocam ou cantam em um domingo e só vão à igreja quando estão escalados novamente. Isto não é saudável. Costumo dizer que servir neste ministério não é um compromisso de privilegiados, mas é um privilégio dos comprometidos. A pessoa precisa amar aquela comunidade de fé, precisa entendê-la, precisa ter vontade de abençoar e de ajudar a todas as gerações a adorar na celebração pública. Quando você ama você faz concessão de seus gostos pessoais em favor dos outros. Quando você ama você quer compartilhar de vários momentos juntos em oração, em estudo da palavra, em céluas e pequenos grupos estando junto das pessoas.

3- Você não leva em conta a heterogeneidade da congregação na elaboração do set-list.

antioch-community-church-worshipO set-list são as músicas que serão utilizadas durante o culto. Ao preparar a ordem de culto, precisamos levar em consideração quais gerações estarão celebrando juntas.

Geralmente nas celebrações dominicais temos adolescentes, jovens, adultos e idosos. Neste sentido, as músicas precisam ser equilibradas para facilitar a adoração de toda a igreja.

É necessário entender quais estéticas ajudam mais essas gerações. Hinos, cânticos antigos, cânticos recentes, quais estilos? Nisto, se for utilizar diferentes estéticas, deve-se  elaborar a seleção dos cantos utilizando transições suaves, que não destoem no culto e que as músicas sejam uma complemento da outra em temas, letras e momentos do culto.

Não podemos desprezar a juventude que gosta de celebrar com os pops, estilos Bethel, Hillsong, Vineyard, Diante do Trono, nem desprezar os que gostam de adorar com canções no estilo Guilherme Kerr, Sérgio Pimenta e muito menos a hinódia como o Cantor Cristão e HCC.

Essa riqueza estética nos leva a pensar que nossas celebrações devem ser ricas em arte, ricas estéticamente, mas sobretudo, ricas no amor. Devem ser pensadas sob uma visão holística da adoração e não centradas no próprio eu. Devem, apesar das vertentes estéticas (que são ferramentas), ser centralizadas em Deus.

E você? O que pensa sobre o assunto? Comente.

RAMON CHRYSTIAN A. LIMA

 

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