Lago

Eis o lago.
Desde a infância até hoje.
Não como antes,
mas diluído em si mesmo.

Diluído pela vida que se banha nele,
pelos passos que pisam em seu fundo.
Células deixadas, mas que já não existem.

 

Existem outras, células das células
compondo o novo:
Novo lago.

Embora sendo o mesmo, é outro lago.
Embora o vemos, não mais o veremos.
O de hoje não existe amanhã.

Amanhã será outro, o mesmo lago.
Amanhã serei outro, o mesmo.

RAMON CHRYSTIAN A. LIMA

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