Música no Culto e Estética

A música do século XXI é destinada a ouvidos humanos, passa pelo gosto pessoal. Até que ponto podemos conviver com esse conceito tão difundido na prática litúrgica?

O homem é um ser estético. Tudo que fazemos envolve estética, seja consciente ou inconscientemente sempre trabalhamos com a estética. Até mesmo Bach quando escrevia suas músicas assinando “Soli deo glória” passava essa música pelo seu conceito de beleza estética. Considerando que o homem seja um ser estético, acredito que seja muito improvável fazer uma música pra Deus que não venha gerar prazer em nós, seres humanos.

O que precisamos sempre estar atentos é em relação às prioridades existentes no culto.

Não se pode colocar o prazer estético em primeiro plano, ele não é um fim. A música precisa levar as pessoas ao encontro com Deus por meio da adoração. Também precisa servir para levar bem a mensagem a qual ela se propõe, precisa ser clara, precisa ter coerência com ela mesma e coerência com as doutrinas bíblicas pregadas na igreja.
Ramon Chrystian A. Lima
 

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